8 de janeiro de 2008

ver-tes

“É um encontro de dois: olho a olho, face a face.
E quando tu estiveres perto, arrancarei teus olhos
e os colocarei em lugar dos meus e tu arrancarás
meus olhos e os colocarás em lugar dos teus;
então eu te olharei com teus olhos e tu me
Olharás com os meus.”

(Jacob Levy Moreno, 1914)


Por dentro daqueles olhos verdes eu me perco, me perco de mim, me perco de tudo, me perco do mundo, me perco até de me perder de tanto que tenho aqueles olhos verdes. Tenho tanto apreço por ti, tenho tanto apreço por eles, que faço deles vida em ardor interno. Alucina-me, ata-me as mãos, deixai meu juízo de lado, tu e teus olhos - ó Deus, que fazer?
Como se iluminasse o escuro e suas penumbras soturnas com esses olhos de esmeralda com diamante ao redor, são lindos, são meigos, tão doces, são seus, seus, seus, seus... Quem me dera em vida, tê-los, nem que fosse em ida, do meu ladinho, juntinho dos meus, tão humildes e negros.
Por enquanto, então, vou me perdendo...