27 de janeiro de 2008

domingo, 27 de janeiro de 2008

Ando precisando muito falar com você. Pego o telefone, todos os dias, olho pra ele e não te ligo. Tem hora a desculpa é o preço, hora que é preguiça, hora que "você não vai me atender", hora que é “acho que é engano”. Mas me necessita falar com você, rir ouvindo sua voz, te perguntar “como cê tá? Tudo bem?”. Sinto tanto a sua falta... Pode soar solitário isso, mas por vezes minha vontade é pegar esse telefone e despejar toda essa angústia que paira no meu peito. E essa angústia vem da vontade que eu tenho de te fazer sabida de tudo que eu sinto, de toda minha saudade, de toda minha necessidade. Deixar-te a par das minhas necessidades como ser, inundado de sentimento. Quantas vezes, te confesso, olhei à janela na esperança de você olhar o mesmo lugar? Ou pensei em você esperando que tivesse pensando em mim exatamente naquele minuto, exatamente naquele instante? Juro. Pode parecer piegas ou declaração de amor fajuta, mas não, não é. É necessidade minha, e só eu sei quantos mares de medo eu tenho que atravessar todos os dias quando penso em te dizer qualquer coisa, por mísera que seja. Essa dor que me dá, essa angústia num medo de que de repente você suma e nunca saiba disso. Espero seriamente que me entenda. Compreende que para mim também nada é fácil. Demolir-me quase que diariamente é muito cansativo, mas meu esforço é fazer isso sempre (e eu digo sempre mesmo) por saber que você vai aparecer quando o que restar desse meu muro cair.

Você sabe e sente o quanto eu te quero bem.

Um beijo.

Nenhum comentário: