Alguém em algum blog perdido por aí na internet e achado no Google me fez lembrar esse poema, simplesmente porque ele estava lá, nesse blog aparentemente abandonado. Reacendo mais uma vez esse espaço aqui com esses meus versos que recordam momentos e situações que nunca vivi. É o Efeito Maverick.
Maverick na calçada
Olhares luminosos perdidos nas ruas espanholas
Os cabelos soltos e molhados diante do espelho
Martelando pregos e cantando melodias japonesas
Corro esquecido na amplidão dos estacionamentos
Tudo isso não me lembra você
Quebrando as cordas de uma guitarra esquecida
Solidão ensolarada sentada na beira da piscina
Brincando com a areia e limpando o suor na testa
Sanduiche de atum numa lanchonete movimentada
Tudo isso nada me lembra, muito menos você
Não consigo aprender o que tenho que esquecer
Sinto-me fraco e impotente embaixo do chuveiro
Saudade e água fria trazem de novo à tona
minhas lembranças e minhas lágrimas
Não consigo esquecer o que a vida me fez perder
Não há sabedoria suficiente ainda dentro de mim
Existem tentativas perdidas e choros insistentes
Dormindo docemente numa tarde fria e chuvosa
As letras miúdas nas legendas das fotos
Os cartões de embarques e os vistos nos passaportes
A calçada forrada de pedras simétricas e geométricas
Sentado no banco da frente de um Maverick
Nada disso realmente me lembra você
Não consigo aprender o que tenho que esquecer
Sou teimoso e deixo o passado me afogar
Não consigo esquecer o que a vida me fez perder
Não há forças suficientes dentro de mim
que façam eu me apegar a recordações
que nunca me farão lembrar do
verdadeiro Amigo que encontrei em você.
...
Escrito por Ulisses Góes em 2005, pensando
em amizade e lembrando de situações
que nunca vivenciou.
12 de dezembro de 2008
1 de dezembro de 2008
A Dama de meus Sonhos
Sorrateira na vastidão sinfonicamente escura
Sopra mansa pensamentos em fumaças disfarçadas
Cativa o espaço com passos camuflados
Carrega meus pesadelos devidamente guardados
em um recipiente fosco pardo na mão esquerda
enquanto levita minhas imperfeições
serenamente na mão direita em um esfera obscura
Dissimulada em seu olhar de Capitu
Sorri enquanto captura minhas fraquezas
flutua sofucante em meu sono arquejante
Satisfazendo-se com meu afogamento onírico
Meu rosto molhado de suor sempre guarda
seus beijos mórbidos e oblíquos
de simulada Dama Senhora de sonhos alheios.
...
poema nascido em uma tarde chuvosa
e trovejante de dezembro e escrito
por Ulisses Góes.
Sopra mansa pensamentos em fumaças disfarçadas
Cativa o espaço com passos camuflados
Carrega meus pesadelos devidamente guardados
em um recipiente fosco pardo na mão esquerda
enquanto levita minhas imperfeições
serenamente na mão direita em um esfera obscura
Dissimulada em seu olhar de Capitu
Sorri enquanto captura minhas fraquezas
flutua sofucante em meu sono arquejante
Satisfazendo-se com meu afogamento onírico
Meu rosto molhado de suor sempre guarda
seus beijos mórbidos e oblíquos
de simulada Dama Senhora de sonhos alheios.
...
poema nascido em uma tarde chuvosa
e trovejante de dezembro e escrito
por Ulisses Góes.
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