Sorrateira na vastidão sinfonicamente escura
Sopra mansa pensamentos em fumaças disfarçadas
Cativa o espaço com passos camuflados
Carrega meus pesadelos devidamente guardados
em um recipiente fosco pardo na mão esquerda
enquanto levita minhas imperfeições
serenamente na mão direita em um esfera obscura
Dissimulada em seu olhar de Capitu
Sorri enquanto captura minhas fraquezas
flutua sofucante em meu sono arquejante
Satisfazendo-se com meu afogamento onírico
Meu rosto molhado de suor sempre guarda
seus beijos mórbidos e oblíquos
de simulada Dama Senhora de sonhos alheios.
...
poema nascido em uma tarde chuvosa
e trovejante de dezembro e escrito
por Ulisses Góes.
1 de dezembro de 2008
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